Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Prazer, Diana

Prazer, Diana

12
Set17

Perguntas difíceis

Diana

Tenho um filhote com 5 anos e gosto de me informar ao máximo para que tudo corra "bem". Embora confie e acredite que o meu instinto maternal seja melhor que muitos livros, muitas reportagens e muitos estudos porque todas as crianças são diferentes e os pais têm de saber o filho que têm para saberem o que é melhor para ele, gosto de ler e ver essas coisas, sinto que estou mais preparada e sinto-me mais segura. Na semana passada deu no Você na TV, perguntas difíceis que os miúdos fazem e que resposta lhes devemos dar.

A situação em que mais me revi foi na parte do "Estás a deitar sangue pelo pipi. Não te dói?". Já me tinha acontecido e, pelo que disseram, fiquei a saber que a reação que tive foi a correta. Como só tem 5 anos, respondi só ao que ele me perguntou e não estiquei muito a explicação. Disse que não me doía, que não era nenhuma ferida, e expliquei que as meninas quando são crescidas e já podem ter bebés deitam sangue todos os meses para saber que não tem nenhum bebé na barriga. Mantive a calma e não achei que fosse uma pergunta do outro mundo, é perfeitamente normal eles terem curiosidade do que não conhecem.

Nas outras não me revi, numas talvez por ele ainda não ter ouvido ou visto e noutras porque sempre fomos falando. Como a morte, que nunca escondemos que existia e achamos que é melhor ele perceber desde pequeno o que realmente acontece através de pessoas que não são tão chegadas do que apenas ouvir dos outros ou da televisão e quando acontecer a algum familiar mais próximo comecem as tão temíveis perguntas. Assim as respostas já estão dadas e já é mais fácil falarmos com eles e explicar o que aconteceu.

Sempre tive esta ideia de nunca esconder o que é a morte porque conheço uma rapariga que não foi ao funeral do próprio pai (já tinha 20 e tal anos) porque nunca tinha presenciado a morte, porque sempre que havia funerais na família ela ficava em casa e os pais iam sozinhos, tanto ao velório como ao funeral. Compreendo que haja pessoas a quem faz confusão e que não podemos obrigar as crianças a estas coisas devido ao ambiente que é, mas os adolescentes já são crescidinhos o suficiente para ouvirem dos pais um "desta vez não ficas em casa a ver televisão, vais à igreja connosco". É melhor contrariar os filhos nesta situação do que depois não vê-los no funeral do outro progenitor porque não se sente à vontade ou porque não gosta destas "coisas".

 

Já tiveram perguntas difíceis?

Sobre a morte, qual é a vossa opinião, obrigá-los a ir quando já são crescidos ou continuar a evitar estas situações?

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D